- PRTB oficializa pré-candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência em 2026.
- Partido retorna à disputa presidencial após 12 anos sem candidatura própria.
- Avalanche destacado por atuação na campanha de Pablo Marçal em São Paulo.
- Acusações de fraudes e ameaças envolvem sua liderança no PRTB.
- Ministério Público pede ação penal contra Avalanche por supostas irregularidades.
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou a pré-candidatura de seu presidente nacional, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, à Presidência da República nas eleições de 2026. Com o anúncio, sobe para 13 o número de nomes colocados como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto antes do início oficial da campanha.
A decisão marca o retorno do PRTB à disputa presidencial com candidatura própria após 12 anos. A última vez que a legenda lançou um candidato ao cargo foi em 2014, com Levy Fidelix.
Ao apresentar Avalanche como pré-candidato, o partido destacou sua atuação na condução da legenda durante a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. Naquele pleito, Marçal terminou em terceiro lugar, com 28,14% dos votos, ficando atrás de Guilherme Boulos (29,07%) e Ricardo Nunes (29,48%), que acabou reeleito no segundo turno.
A trajetória de Leonardo Avalanche, no entanto, também foi marcada por controvérsias. Durante a campanha municipal de 2024, uma reportagem da Folha de S.Paulo divulgou áudios em que ele supostamente afirmava ter ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Na época, Pablo Marçal afirmou que Avalanche negava a autenticidade do material.
Em outra frente, Avalanche foi acusado por dirigentes do PRTB de ameaças para consolidar sua liderança no partido. Uma ex-vice-presidente da legenda afirmou ter renunciado ao cargo por medo, enquanto a defesa do dirigente sustentou que as acusações eram "vazias e destituídas de provas".
Já em janeiro deste ano, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Avalanche e pediu a abertura de ação penal por supostos crimes relacionados à disputa pelo comando do PRTB. De acordo com a acusação, ele teria liderado um grupo que promoveu fraude na eleição interna da legenda realizada em fevereiro de 2024. A defesa do dirigente nega as irregularidades.