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Quaest: Lula abre 13 pontos de Flávio entre eleitores independentes no 2º turno

Diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que eleitores independentes “trocaram Flávio por Lula”. Eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir as eleições de outubro.

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  • Eleitores independentes mudam preferência em segundo turno.
  • Lula passa de 29% para 37% das intenções de voto entre maio e junho.
  • Flávio Bolsonaro cai de 31% para 24%, uma redução de sete pontos percentuais.
  • A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Wallison Breno/PR e Divulgação/Flickr Flávio Bolsonaro
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Uma das principais mudanças observadas na mais recente pesquisa Quaest de segundo turno ocorreu entre os chamados eleitores independentes — aqueles que afirmam não se identificar como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo apresentou uma mudança significativa de preferência entre maio e junho.

De acordo com o levantamento, os eleitores independentes passaram a demonstrar maior apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesse segmento, Lula passou de 29% para 37% das intenções de voto entre maio e junho, registrando um crescimento de oito pontos percentuais.

Já Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%, uma redução de sete pontos percentuais. Com isso, Lula abriu uma vantagem de 13 pontos dentro desse grupo do eleitorado.

Independentes representam um terço dos eleitores

Segundo a análise da Quaest, os eleitores independentes representam aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro e podem exercer papel decisivo na definição do resultado das eleições. Nesse recorte específico, a margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário geral de segundo turno, Lula também apresentou avanço. A pesquisa mostra o presidente com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 38%. No levantamento anterior, divulgado em maio, Lula registrava 42%, contra 41% do senador do PL.

Com isso, o cenário deixou de ser considerado de empate técnico entre os dois candidatos.

Não voto e indecisos também registram mudanças

Entre os eleitores independentes, o percentual daqueles que afirmam não votar em nenhum dos candidatos caiu de 35% para 30%. Já o grupo dos indecisos passou de 5% para 9% entre uma pesquisa e outra.

O levantamento também analisou o comportamento dos eleitores que se identificam com a direita, mas não se consideram bolsonaristas. Nesse segmento, Flávio Bolsonaro oscilou de 88% para 82% das intenções de voto.

Ao mesmo tempo, outros possíveis candidatos apresentaram crescimento:

  • Ronaldo Caiado (PSD) passou de 69% para 76%;
  • Romeu Zema (Novo) subiu de 74% para 77%;
  • Renan Santos (Missão) avançou de 53% para 70%.

Nesse grupo, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Lula também lidera entre independentes contra Zema

A preferência dos eleitores independentes por Lula aparece também em outros cenários de segundo turno. Na simulação contra Romeu Zema, Lula passou de 34% para 40%, enquanto o governador mineiro caiu de 34% para 24%. O percentual dos que afirmam não votar em nenhum dos dois candidatos variou de 24% para 28%, enquanto os indecisos permaneceram em 8%.

Cenário semelhante contra Caiado

Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula também avançou entre os independentes. O presidente passou de 34% para 40%, enquanto Caiado recuou de 33% para 24%. Os que afirmam não votar em nenhum dos candidatos foram de 26% para 28%, enquanto os indecisos oscilaram de 7% para 8%.

Renan Santos registra queda entre independentes

No cenário que testa uma disputa entre Lula e Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), o presidente também ampliou sua vantagem. Lula passou de 36% para 40%, enquanto Renan caiu de 29% para 19%. Entre os independentes, o percentual dos que afirmam não votar em nenhum dos candidatos recuou de 37% para 33%, enquanto os indecisos permaneceram em 8%.

Independentes seguem como grupo estratégico para a eleição

Os números da pesquisa indicam que os eleitores independentes continuam sendo um dos segmentos mais relevantes da disputa presidencial.Com mudanças significativas de intenção de voto registradas nos últimos meses, esse grupo tende a permanecer no centro das estratégias dos pré-candidatos ao longo da campanha eleitoral.

DADOS DA PESQUISA

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa é BR-07661/2026.

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