O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, alvo de operação da Polícia Federal sobre vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares, foi dispensado nesta quinta-feira (19) do cargo que ocupava.
Ele era chefe substituto da Equipe de Gestão de Crédito Tributário e do Direito Creditório, na Delegacia da Receita Federal do Brasil em Presidente Prudente (SP).
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, no entanto, nenhuma motivação clara foi colocada. Ricardo é suspeito de ter acessado dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, e contra ele foi cumprido um mandado de busca e apreensão na terça-feira (17).
O QUE DISSE A DEFESA?
A defesa do auditor afirmou que se manifestará tecnicamente após análise completa dos autos e destacou a atuação de Ricardo no cargo.
Desde já, a defesa reafirma a idoneidade do servidor, profissional de reputação ilibada, que ao longo de anos de atuação junto à Receita Federal do Brasil, jamais respondeu a qualquer falta funcional. No momento oportuno, com acesso aos elementos formais, os fatos serão devidamente esclarecidos e a verdade prevalecerá.
OPERAÇÃO
Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, mirando servidores públicos investigados por possível vazamento de dados de ministros do STF e familiares.
A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e solicitada pela PGR, incluiu apreensão de celulares e medidas cautelares como monitoramento eletrônico, afastamento de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. Os depoimentos e materiais apreendidos serão encaminhados ao STF.