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Recurso de Bolsonaro para afastar ministro em caso de patente é negado

Defesa recorreu da decisão da presidente da Corte e caso foi levado ao plenário, que decidiu manter a negativa.

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  • STM rejeita pedido da defesa de Bolsonaro para afastar ministro do julgamento.
  • Advogados pediram suspensão do ministro Francisco Joseli Parente Camelo.
  • Presidente do STM considerou pedido "manifestamente improcedente" inicialmente.
  • STM mantém decisão após análise do recurso e confirma permanência do ministro.
  • Julgamento avalia se Bolsonaro ainda é compatível com os valores do oficialato.
Jair Bolsonaro | Foto: Ton Molina/STF
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O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, nesta quarta-feira (24), um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que decidirá se ele poderá ou não manter sua patente de capitão reformado do Exército. A solicitação buscava o afastamento de um dos ministros que participam do julgamento.

Os advogados de Bolsonaro pediram a declaração de suspeição do ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo. Segundo a defesa, o magistrado não teria a imparcialidade necessária para atuar no processo que analisa a permanência do ex-presidente nos quadros da reserva militar.

Presidente do STM negou pedido inicialmente

Em um primeiro momento, a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, rejeitou a solicitação por considerá-la “manifestamente improcedente”, ou seja, sem fundamentos suficientes para justificar o afastamento do ministro. Diante da decisão, a defesa apresentou recurso para que o tema fosse analisado pelo plenário da Corte.

Ao analisar o recurso, os ministros do STM decidiram manter o entendimento da presidência e confirmaram a rejeição do pedido de suspeição. Com isso, o ministro Francisco Joseli Parente Camelo permanece apto a participar do julgamento sobre a situação militar de Bolsonaro.

Processo avalia permanência no oficialato

O caso integra um conjunto de ações relacionadas à chamada declaração de indignidade ou incompatibilidade para o oficialato. Esse mecanismo é utilizado para avaliar se militares condenados pela Justiça ainda reúnem condições para permanecer vinculados às Forças Armadas.

Segundo o STM, o procedimento não tem o objetivo de revisar condenações criminais já decididas em outras instâncias. A análise é voltada para verificar se a conduta do militar permanece compatível com os princípios e valores exigidos pela carreira militar.

Honra e decoro estão entre os critérios avaliados

Durante esse tipo de julgamento, são examinados aspectos como:

  • Honra pessoal;
  • Pundonor militar — conceito relacionado à dignidade, honra e respeito à função exercida;
  • Decoro da classe militar;
  • Condições éticas, morais e profissionais para permanecer no oficialato.

Ao final do processo, o STM decidirá se Jair Bolsonaro mantém ou perde sua condição de oficial reformado do Exército Brasileiro.

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