Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o dirigente histórico do Renato Rabelo, um dos principais nomes do PCdoB. Ele enfrentava um câncer há anos, que se agravou recentemente.
Rabelo teve mais de seis décadas de militância política. Médico de formação, iniciou a atuação ainda no movimento estudantil: foi presidente da União dos Estudantes da Bahia e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes durante a ditadura militar. Nesse período, participou da resistência ao regime, viveu no exílio e, após a anistia, ajudou na reorganização partidária.
Entre 2001 e 2015, presidiu nacionalmente o PCdoB, sendo considerado um dos principais formuladores políticos e ideológicos da legenda nas últimas décadas.
NOTA OFICIAL DO PARTIDO
Em nota oficial, o partido lamentou a morte e prestou solidariedade à família, destacando que Renato Rabelo deixa “uma rica produção política, teórica e ideológica, um magnífico exemplo de vida e de militância política”.
“O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comunica, com imensa dor, o falecimento aos 83 anos de idade de Renato Rabelo”, aponta a nota. “Nos últimos três anos, Renato dedicou-se a cuidar da saúde, sem deixar de contribuir com o PCdoB. No período mais recente, lutou de modo tenaz contra a evolução de um câncer. O seu coração parou de bater na manhã deste domingo, 15 de fevereiro de 2026”, diz a nota.
"Renato, destacou-se na luta política – foi um dos articuladores, pelo PCdoB, junto com João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB) que lançou, em 1989, a primeira e marcante candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República, jornada que seria vitoriosa com a eleição de Lula em 2002. Já à frente do PCdoB, sucedendo João Amazonas, Renato elaborou as diretrizes da participação dos comunistas em governos de coalização no capitalismo, tendo em vista o convite para participar, pela primeira vez, do Ministério do governo da República", diz outro trecho do documento.