O senador Rogério Marinho (PL) anunciou nesta quarta-feira (21) a desistência de sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte. Segundo ele, a decisão foi tomada após um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, para que atue na campanha do filho, Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República. Marinho informou que integrará a coordenação geral da campanha.
“Há alguns dias eu tenho dormido mal, tenho me sentido diferente, pela mudança de rumos que a vida me leva a tomar, mas eu não posso negar um pedido do presidente Bolsonaro. Não posso”, declarou o senador.
Durante entrevista coletiva em Natal, Rogério Marinho também anunciou o ex-prefeito da capital, Álvaro Dias, como o novo pré-candidato do grupo político de oposição ao governo estadual.
No fim de 2026, Marinho alcançará a metade de seu mandato no Senado Federal, que é de oito anos. Ele foi eleito para o cargo em 2022.
Além de Álvaro Dias, o Rio Grande do Norte tem pelo menos outra pré-candidatura ao governo já definida: a do secretário de Fazenda do estado, Carlos Eduardo Xavier (PT). O nome foi confirmado pelo partido na última segunda-feira (19), após o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicar à governadora Fátima Bezerra (PT) que não assumirá o governo caso ela deixe o cargo, em abril, para disputar uma vaga no Senado. Fátima está em seu segundo mandato à frente do Executivo estadual.
Caso o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), também não assuma o comando do Executivo, o estado poderá passar por uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha de um governador tampão até dezembro de 2025.
Outra pré-candidatura ao governo prevista é a do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que ainda não confirmou oficialmente a intenção de disputar o cargo. Ao romper com o governo estadual, Walter Alves anunciou que o MDB apoiará o grupo formado por União Brasil, PSD e PP na sucessão estadual.