O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a adoção de um “plano implacável” de privatizações caso seja eleito, incluindo a venda de estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o Estado gasta mais do que arrecada e recorre ao endividamento para fechar as contas públicas.
Segundo ele, esse desequilíbrio faz com que a dívida pública cresça de forma contínua. O pré-candidato também afirmou que o governo paga juros elevados e classificou os gastos como excessivos.
“Meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável. E ele começa dizendo a você a verdade: o governo Lula gasta mais do que arrecada”, disse, acrescentando que isso obriga o país a contrair dívidas.
Zema defendeu que a redução do tamanho do Estado e o avanço das privatizações seriam caminhos para reorganizar as contas públicas. Entre as propostas, citou a venda da Petrobras e do Banco do Brasil, além de cortes em gastos públicos, como salários elevados e benefícios no serviço público.
Ele também afirmou que pretende incluir outras estatais no processo de desestatização, como os Correios, além de reduzir a participação do governo em empresas privadas.
O ex-governador destacou ainda que a defesa de privatizações faz parte de sua trajetória política. Em Minas Gerais, ele já havia defendido a venda de estatais como a Cemig e a Copasa dentro de um projeto de diminuição do Estado.
Durante sua gestão, foi concluída a privatização da companhia de saneamento no contexto de renegociação da dívida estadual. Já a Cemig segue em debate político, com o atual governo avaliando alternativas como a transformação da empresa em uma “corporation”, modelo em que o controle acionário é diluído entre investidores.