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Se Trump conhecesse sanguinidade de Lampião, não faria provocação, diz Lula

Em tom de brincadeira, petista falou sobre encontro com Trump que deve acontecer em março e destacou que não quer “briga” com os Estados Unidos

Lula, Lampião e Trump | Foto: Ricardo Stuckert/PR, Biblioteca Nacional e Instagram
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma brincadeira sobre um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o republicano não provocaria o Brasil se conhecesse melhor o seu perfil.

“Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse Lula, durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira (9). O presidente afirmou ainda que é teimoso e tinhoso, mas garantiu que não busca conflitos com o líder norte-americano.

“Não quero briga”, diz Lula

Apesar do tom descontraído, Lula ressaltou que não pretende entrar em embates diretos com Trump. “Eu não sou doido. Vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer?”, afirmou o petista, arrancando risos da plateia.

Segundo o presidente, a posição do Brasil no cenário internacional passa menos por confronto e mais pela construção de uma narrativa que valorize a cooperação entre os países.

Defesa do multilateralismo

Durante o discurso, Lula destacou que o governo brasileiro busca fortalecer o multilateralismo e rejeitou a lógica do unilateralismo nas relações internacionais. “O que interessa ao Brasil é mostrar para o mundo a importância do diálogo entre as nações. Não nos interessa a teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco”, afirmou.

Relação com Donald Trump

A declaração ocorre em tom de descontração após Lula e Trump terem se encontrado na Assembleia Geral da ONU, em 2025, quando, segundo o próprio presidente brasileiro, houve uma boa “química” entre os dois.

Antes disso, Trump, politicamente alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), havia feito críticas ao governo brasileiro pela condução do processo judicial envolvendo o ex-mandatário, acusado de participar de um plano de golpe de Estado.

Naquele contexto, a Casa Branca anunciou uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, o que elevou a tensão entre os dois países.

Reaproximação e negociações

Após o episódio, Lula e Trump retomaram o diálogo. Em outubro, os dois tiveram um primeiro telefonema e, posteriormente, se encontraram na Malásia, onde negociaram as tarifas impostas ao Brasil.

Em dezembro, Lula voltou a ligar para Trump pedindo a revisão das taxas sobre produtos brasileiros. Já no fim de janeiro, os presidentes conversaram novamente e acertaram a visita oficial de Lula a Washington. A previsão é que o encontro na Casa Branca ocorra em março.

“Amigo de Trump”

Na última sexta-feira (6), Lula afirmou, em outro evento, que atualmente é “amigo de Trump” e disse que o presidente norte-americano costuma brincar que entre eles houve “amor à primeira vista”.

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