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Secretário dos EUA admite pressão no Brasil contra adoção de taxas de serviços digitais

Secretário do Tesouro norte-americano citou o Brasil ao defender interesses de empresas de tecnologia dos Estados Unidos

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  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o governo pressiona países para impedir impostos sobre serviços digitais.
  • Ele citou nominalmente o Brasil como um dos principais alvos da estratégia comercial de Washington.
  • A declaração ocorreu durante uma audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, onde Bessent defendeu a proteção das empresas americanas de tecnologia.
  • O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações do secretário norte-americano.
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent | Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (4) que o governo norte-americano tem pressionado o Brasil e outros parceiros comerciais para impedir a adoção de tributos sobre serviços digitais, conhecidos como Impostos sobre Serviços Digitais (ISD). A declaração foi feita durante uma audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, onde o secretário citou nominalmente o Brasil ao comentar a estratégia comercial de Washington.

Segundo Bessent, a iniciativa faz parte de uma política voltada para proteger as empresas americanas de tecnologia em negociações com outros países. O secretário afirmou que os Estados Unidos atuam contra medidas que, na avaliação do governo norte-americano, impactam de forma desproporcional as gigantes do setor digital sediadas no país.

Brasil é citado em estratégia comercial dos EUA

Durante a audiência, o secretário destacou que a pressão não se restringe ao Brasil e envolve outros mercados importantes para as empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais, declarou Scott Bessent.

A fala ocorre em meio a discussões internacionais sobre a tributação de grandes plataformas digitais, tema que tem gerado divergências entre governos e empresas de tecnologia em diferentes partes do mundo.

Defesa das empresas americanas

Ao justificar a posição dos Estados Unidos, Bessent afirmou que o país busca preservar a competitividade de suas empresas e evitar o que considera medidas prejudiciais ao setor.

Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas”, disse o secretário durante a audiência.

A declaração reforça a estratégia da administração americana de atuar diretamente nas negociações comerciais para proteger interesses de companhias que operam globalmente nos segmentos de tecnologia, plataformas digitais e inovação.

Debate sobre tributação digital

Os Impostos sobre Serviços Digitais vêm sendo discutidos por diversos países como uma forma de ampliar a arrecadação sobre receitas geradas por grandes empresas de tecnologia em seus territórios. A proposta geralmente mira companhias que oferecem serviços digitais, publicidade online e plataformas de intermediação na internet.

Governos que defendem a medida argumentam que essas empresas movimentam bilhões de dólares em diversos mercados sem, necessariamente, estarem sujeitas à mesma carga tributária aplicada a negócios tradicionais.

Tema deve continuar nas negociações

A manifestação do secretário do Tesouro evidencia que a tributação digital continuará sendo um dos temas centrais nas relações comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros internacionais. O assunto também deve permanecer na pauta de discussões entre governos, organismos multilaterais e empresas do setor tecnológico nos próximos meses.

Até o momento, não houve manifestação oficial do governo brasileiro sobre as declarações feitas por Scott Bessent durante a audiência no Congresso norte-americano.

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