- O esforço concentrado no Senado terminou sem avanços para propostas do governo Lula.
- A relação entre Palácio do Planalto e Davi Alcolumbre (União-AP) está desgastada.
- Senado analisa projetos classificados como "pautas-bomba" pelo Executivo, incluindo renegociação de dívidas rurais.
- O impasse repercute na Câmara dos Deputados, com atritos sobre redução da jornada de trabalho.
A semana de esforço concentrado no Senado terminou sem avanços para propostas prioritárias do governo Lula, como a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. O cenário evidencia o desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Enquanto matérias defendidas pelo Executivo permanecem sem definição, o Senado avançou na análise de projetos classificados pela equipe econômica como "pautas-bomba", por seu potencial de aumentar gastos públicos ou reduzir a arrecadação.
Entre eles está a proposta de renegociação de dívidas rurais, que pode gerar impacto de até R$ 140 bilhões, além de projetos relacionados à aposentadoria de agentes de saúde e ao aumento do piso salarial de médicos e dentistas.
O impasse também repercute na Câmara dos Deputados, onde o governo mantém a urgência de um projeto sobre redução da jornada de trabalho, provocando atritos com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).