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Senado decide votar PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal

Senado Federal decide votar PEC da Segurança sem incluir redução da maioridade penal. Governo apoia discussão em PEC própria.

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  • Senado votará PEC da Segurança Pública sem apreciar destaques sobre redução da maioridade penal.
  • PL e PT apresentaram propostas distintas para redução da maioridade penal em crimes específicos.
  • Governo apoia redução da maioridade para 16 anos em crimes hediondos, mas quer discussão em PEC própria.
  • Senado aprova requerimentos para tramitação separada das emendas na PEC da Segurança Pública.
  • Lula condiciona criação do Ministério da Segurança à aprovação da PEC no Congresso.
Senado aprova PEC da Segurança sem discutir redução da maioridade penal | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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O Senado Federal vai votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública sem apreciar os destaques, do PL e do PT, que tratam da redução da maioridade penal. A decisão foi tomada pelo plenário da Casa.

  • A proposta do PL é para a maioridade penal diminua para 16 anos em casos de crimes de menor gravidade, e para 14 anos nos hediondos;
  • A proposta do PT reduz a maioridade para 16 anos apenas para crimes hediondos, mantendo para os demais.

Na prática, o Senado Federal aprovou dois requerimentos que encaminha as duas emendas apresentadas para tramitar de forma separada da PEC da Segurança Pública no Senado.

Em uma vitória apertada para o governo, 38 senadores votaram para discutir a redução da maioridade penal em outro momento. Outros 36 senadores queriam incluir o tema na PEC da Segurança. A mudança foi proposta pelo relator da PEC no Senado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O Senado vai votar a PEC da Segurança Pública em dois turnos. Caso seja aprovada, o texto deve ir à promulgação pelo próprio Congresso Nacional.

Apesar de trabalhar para rejeitar o destaque do PL, o governo indicou que é a favor de discutir a redução da maioridade para 16 anos em caso de crimes hediondos, diferentemente do previsto na proposta do PL. A base governista, no entanto, quer que essa discussão seja feita em uma PEC própria que já está em análise na Câmara dos Deputados.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal, afirmou que fez o compromisso com os líderes de votar a PEC que tramita na Câmara assim que ela for aprovada pelos deputados federais. A estratégia é aprovar o texto ainda neste ano e evitar a análise com uma maioria de senadores do PL a partir de 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC no Congresso.

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