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Senado do Paraguai rejeita adiamento do julgamento de impeachment de Peña

Presidente pediu mais 72 horas para se defender, mas maioria dos senadores votou contra

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  • Senado do Paraguai rejeitou pedido de Peña para adiar julgamento de impeachment.
  • Processo de impeachment foi aberto pela Câmara e segue em paralelo à renúncia do presidente.
  • Resultado da votação foi 39 contra, 3 a favor e 2 abstenções no adiamento da sessão.
  • Peña deve apresentar defesa hoje, mesmo com rejeição da prorrogação solicitada.
  • Crise no Paraguai começou com liquidação do Banco Ueno, que deixou quase metade da população sem acesso ao dinheiro.
Santiago Peña | Foto: REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo
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O Senado do Paraguai rejeitou, nesta sexta-feira (6), o pedido do presidente Santiago Peña para adiar a sessão de julgamento do processo de impeachment. Com a decisão, a análise será retomada ainda hoje. Peña deveria apresentar sua defesa durante a sessão iniciada nesta sexta, mas solicitou mais 72 horas para analisar a acusação e preparar seus argumentos. A maioria dos senadores, no entanto, votou contra a prorrogação.

O resultado da votação foi de 39 votos contrários ao adiamento, três favoráveis e duas abstenções. O processo de impeachment foi aberto pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (5) e ocorre paralelamente à carta de renúncia apresentada por Peña.

O documento, porém, não encerra automaticamente o mandato, já que cabe ao Congresso decidir se aceita ou rejeita o pedido.

A sessão desta sexta-feira é dedicada à apresentação da defesa do presidente paraguaio com a rejeição do adiamento, os parlamentares devem dar continuidade aos trabalhos, embora ainda não houvesse previsão, até a última atualização desta reportagem, para a votação que poderá afastar Peña do cargo.

Caso seja aprovado o impeachment, o presidente perderá os privilégios concedidos aos chefes de Estado que concluem seus mandatos regularmente.

PARAGUAI EM CRISE 

O estopim da crise no país latino teve início após a liquidação do Banco Ueno nesta semana que deixou quase metade dos paraguaios sem acesso ao próprio dinheiro, gerando um caos imediato. Com isso, o presidente renunciou ao cargo na quinta-feira (5).

A Câmara aprovou a abertura do processo por unanimidade. Em seguida, Peña apresentou uma carta de renúncia, que foi ignorada pelo Congresso. A estratégia teria como objetivo preservar sua condição de senador vitalício e, consequentemente, a imunidade parlamentar, benefício que perderia em caso de impeachment.

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