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Senador quer tornar assessor de Trump “persona non grata” no Brasil

Pedido foi apresentado após Paolo Zampolli fazer declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante entrevista à TV italiana

Senador Nelsinho Trad (PSD-MS) | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), apresentou um requerimento para declarar o assessor de Donald Trump, Paolo Zampolli, como persona non grata no Brasil. A medida foi motivada após o enviado especial para assuntos globais do governo dos Estados Unidos afirmar, durante entrevista à emissora italiana RAI, que mulheres brasileiras seriam “programadas” para causar confusão.

A declaração gerou forte repercussão política e levou o senador a cobrar uma retratação pública do assessor norte-americano. Nas redes sociais, Nelsinho Trad classificou a fala como inaceitável e afirmou que não aceitará ataques misóginos e xenófobos contra brasileiras.

Declaração gerou reação imediata

Durante a entrevista, Paolo Zampolli respondeu a questionamentos sobre acusações feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira dele por cerca de 20 anos. Ao comentar o caso, ele utilizou expressões consideradas ofensivas e depreciativas.

As mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas”, declarou. 

Além disso, Zampolli também utilizou termos como “prostitutas” e “raça maldita”, provocando indignação entre autoridades e internautas.

Diante da repercussão, o presidente da comissão do Senado reforçou a defesa das mulheres brasileiras.

As mulheres brasileiras são trabalhadoras, honradas e merecem respeito. Não aceitaremos ataques misóginos e xenófobos contra elas, nem ofensas ao Brasil”, escreveu Nelsinho Trad.

Ministério das Mulheres também repudiou fala

O Ministério das Mulheres também se manifestou oficialmente sobre o caso e divulgou nota de repúdio nesta sexta-feira (24). O órgão afirmou que as declarações reforçam o discurso de ódio, desvalorizam as mulheres brasileiras e representam afronta à dignidade e ao respeito.

Segundo o ministério, falas dessa natureza não podem ser tratadas apenas como opinião ou liberdade de expressão, já que envolvem discriminação e incentivo à violência.

A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa”, destacou o comunicado.

Pedido será analisado

O requerimento apresentado por Nelsinho Trad deverá ser analisado no âmbito da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal. A expressão “persona non grata” é utilizada diplomaticamente para marcar rejeição formal a determinada autoridade ou representante estrangeiro.

Embora não tenha efeito judicial direto, a medida possui forte peso político e simbólico, especialmente em casos envolvendo declarações consideradas ofensivas à soberania ou à dignidade nacional.

Caso segue repercutindo

A polêmica envolvendo Paolo Zampolli continua repercutindo no cenário político brasileiro e nas redes sociais. Parlamentares e representantes de diferentes setores têm defendido posicionamentos mais firmes diante das falas do assessor ligado ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Até o momento, Zampolli não havia divulgado retratação pública sobre as declarações.

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