- Senadora Damares Alves anuncia saída da equipe de governo de Flávio Bolsonaro após ataques da direita.
- Decisão ocorre em meio à crise envolvendo Flávio e Michelle Bolsonaro, que deixou a presidência do PL Mulher.
- Damares afirma que poderá colaborar em eventual transição se Flávio for eleito presidente.
- Senadora revela ter recebido ameaças e ofensas nas redes sociais, incluindo ameaças contra sua filha adotiva.
- Bancada feminina do Senado discute medidas institucionais contra violência política contra mulheres.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que não fará mais parte da equipe responsável pela elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada pela parlamentar em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo Damares, a decisão ocorre após uma série de ataques que afirma ter recebido de integrantes da direita, em meio à crise envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
A senadora havia sido convidada para contribuir na formulação das propostas voltadas à área de direitos humanos. Apesar da saída, ela afirmou que poderá colaborar futuramente em uma eventual equipe de transição, caso Flávio seja eleito presidente.
“Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, declarou.
Damares também afirmou que foi alvo de ataques durante o episódio e disse que o senador não voltou a procurá-la desde o agravamento da crise. Ao comentar a ausência de contato, ela afirmou que Flávio “está correndo”.
No início de julho, durante uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida por ela, a parlamentar revelou ter recebido ameaças e ofensas nas redes sociais. O pronunciamento ocorreu um dia após Michelle Bolsonaro anunciar sua saída da presidência do PL Mulher, alegando ter sido desrespeitada pelo enteado.
Na ocasião, Damares afirmou que os ataques extrapolaram o debate político e passaram a atingir sua família. Segundo a senadora, mensagens continham ameaças de morte contra sua filha adotiva indígena, além de montagens com cenas de extrema violência.
Após os episódios, Damares informou que a bancada feminina do Senado passou a discutir a adoção de medidas institucionais para enfrentar casos de violência política contra mulheres, independentemente da apresentação de denúncias formais pelas vítimas.