- Audiência pública do MPPI discute preterição de candidatos aprovados no concurso da FMS.
- Simepi critica gestão municipal por manutenção de contratações temporárias e qualidade da saúde pública.
- FMS atribui atrasos à pandemia, plano de cargos desatualizado e custos de funções inadequadas.
- FMS informa que 1.200 servidores precários foram desligados e não houve novas contratações.
A audiência pública realizada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) debateu a suposta preterição de candidatos aprovados no concurso da Fundação Municipal de Saúde (FMS). O encontro reuniu representantes da FMS, sindicatos, órgãos de controle e concursados, que cobram mais celeridade nas nomeações e esclarecimentos sobre a manutenção de vínculos temporários na rede municipal de saúde.
O Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi) manifestou insatisfação com o resultado da audiência. A presidente da entidade, Dra. Lúcia Santos, atribuiu a situação à condução da atual gestão municipal e criticou a permanência de contratações temporárias.
“Tudo se deu pela incompetência e pelo erro de quem está na gestão, de quem é eleito para fazer o certo e agir dentro da legalidade, mas faz sempre o que é errado. Tudo isso cai nas costas da população, colocando temporários por politicagem, fazendo do serviço público um curral eleitoral e oferecendo uma péssima qualidade para quem procura a saúde pública”, afirmou a médica em vídeo publicado nas redes sociais do sindicato.
Durante a audiência, a Fundação Municipal de Saúde apresentou um diagnóstico da situação e argumentou que o cenário atual é consequência de problemas estruturais identificados pela administração. Entre os fatores apontados estão os impactos da pandemia sobre a organização da rede hospitalar, a defasagem do plano de cargos, desatualizado desde 2023, e a necessidade de readequação do quadro de pessoal.
Segundo a FMS, a atualização do plano de cargos teve início em setembro de 2025, após a posse da presidente Leopoldina Cipriano. A fundação também informou que foram identificados servidores exercendo funções diferentes das previstas para seus cargos ou cumprindo carga horária inferior à estabelecida, situação que, de acordo com a gestão, gerava custos adicionais.
A diretora de Recursos Humanos da FMS, Dra. Karoline Alencar Rodrigues, informou que cerca de 1.200 servidores com vínculos precários foram desligados desde o início da atual gestão e afirmou que não houve criação de novas matrículas temporárias no período.