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STF libera uso de bens públicos do DF para reforçar capital do BRB

Ministro Edson Fachin derrubou decisão anterior e autorizou novamente medida do governo para ajudar financeiramente o banco

STF libera uso de bens públicos do DF para reforçar capital do BRB | Foto: Reprodução
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta sexta-feira (24) liberar novamente o uso de bens móveis e imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF) para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB). A decisão suspende a medida anterior da Justiça do DF que havia impedido essa possibilidade e atende a um pedido do governo distrital.

Segundo Fachin, a proibição poderia comprometer a administração pública e dificultar ações voltadas à recuperação financeira do banco, considerado estratégico para o funcionamento de diversos serviços no Distrito Federal. O caso ainda será analisado pelo plenário virtual do STF entre os dias 8 e 15 de maio.

BRB tem papel estratégico no DF

Na decisão, o ministro ressaltou que o BRB possui importância direta no funcionamento da máquina pública e da economia local. O banco é responsável pelo pagamento de servidores públicos, execução de programas sociais e movimentação de grandes volumes financeiros, incluindo depósitos judiciais.

Além disso, a instituição também atua fortemente na concessão de crédito, o que, segundo o STF, reforça a necessidade de garantir estabilidade financeira para evitar impactos mais amplos na população.

O Banco de Brasília desempenha papel central no sistema financeiro do Distrito Federal, destacou Fachin ao justificar a suspensão da decisão anterior.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Victor Piemonte/STF 

Justiça havia barrado medida

Na quinta-feira (23), o desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), havia suspendido parte da lei distrital que autorizava o uso de bens públicos para capitalizar o BRB.

A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questionou principalmente a possibilidade de alienação de imóveis públicos sem estudos prévios mais aprofundados.

MP apontou falta de estudos

O Ministério Público argumentou que a autorização foi aprovada sem análise de impacto ambiental e sem avaliação sobre possíveis efeitos sociais e econômicos nas regiões onde os imóveis estão localizados.

Com a nova decisão do STF, o Governo do Distrito Federal volta a ter autorização para utilizar esses bens como forma de fortalecer financeiramente o banco, enquanto o mérito da ação segue em discussão na Suprema Corte.

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