SEÇÕES

STF marca para amanhã retomada do julgamento dos royalties do petróleo

Estados produtores afirmam que a mudança causaria prejuízos bilionários, principalmente ao Rio de Janeiro, responsável por 86% da produção nacional.

Ver Resumo
  • O Supremo Tribunal Federal (STF) marcará para quarta-feira (6) o julgamento da lei de royalties do petróleo.
  • A discussão estava suspensa há 13 anos e pode gerar prejuízos bilionários, principalmente para o Rio de Janeiro.
  • O Rio de Janeiro contestou a medida no STF, alegando inconstitucionalidade da lei de 2012 que altera a distribuição dos royalties.
  • Se a lei for validada, a União cairia para 20% e os produtores cairiam para 26%, enquanto não produtores subiriam para 54%.
Sede do STF | Foto: Agência Brasil
Siga-nos no

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para esta quarta-feira (6) o julgamento da lei que altera a distribuição dos royalties do petróleo. A discussão estava suspensa há 13 anos. Estados produtores afirmam que a mudança pode gerar prejuízos bilionários, principalmente para o Rio de Janeiro, responsável por cerca de 86% da produção nacional de petróleo.

Origem da disputa

Em 2012, o Congresso Nacional aprovou uma lei que amplia a divisão dos royalties para estados e municípios não produtores. O Rio de Janeiro contestou a medida no STF, alegando inconstitucionalidade. Em 2013, a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar suspendendo a nova regra, mantendo o modelo atual.

Como funciona hoje

Pelas regras em vigor:

  • União recebe cerca de 30% dos royalties
  • Estados e municípios produtores ficam com cerca de 61%
  • Fundo especial (não produtores) recebe 8,75%

O que mudaria com a nova lei

Caso a lei de 2012 seja validada:

  • União cairia para 20%
  • Produtores cairiam para 26%
  • Não produtores subiriam para 54%

Nas participações especiais:

  • União: de 50% para 46%
  • Produtores: de 50% para 24%
  • Não produtores: passariam a receber 30%

Questão do ICMS

A legislação atual já garante arrecadação relevante para estados não produtores, pois o ICMS do petróleo é cobrado no destino (consumo), e não na origem.

Possíveis consequências

Uma mudança nas regras pode impactar principalmente:

  • Rio de Janeiro
  • Espírito Santo
  • São Paulo

Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o Rio poderia perder cerca de R$ 21 bilhões por ano. O julgamento no STF vai definir se a lei de 2012 é constitucional ou não, o que pode redefinir a divisão dos recursos do petróleo em todo o país.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também