- Supremo Tribunal Federal decidiu manter separada a análise dos casos contra Alexandre de Moraes e André Mendonça.
- Edson Fachin liderou voto pela separação, seguido por Mendonça, Fux e Cármen Lúcia.
- Flávio Dino pediu vista após criticar condução da sessão como "desastrada".
- Confronto entre Gilmar e Mendonça gerou tensão durante o julgamento.
- Vários ministros votaram por manter ou não Fachin como relator dos casos.
O Supremo Tribunal Federal tem 4 votos a 3 para manter separada a análise dos casos contra Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, foi seguido pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Antes do voto de Cármen e Fux, o ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o julgamento que vai decidir a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Ele criticou Fachin pela condução da sessão, que chamou de "desastrada". "Se Vossa Excelência vai assistir a isto, eu não vou, porque sou funcionário público deste país e tenho respeito a ele", afirmou.
O pedido ocorreu após o bate-boca de dois minitros. Gilmar discordou de fala de Mendonça sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O decano levantou o tom de voz e disse que o colega agia com "desfaçatez". Mendonça rebateu: "Me respeite", também aos gritos.
Votaram por manter separada: Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia
Seguiram a questão de ordem de Gilmar Mendes para juntar os julgamentos: Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes
Votaram por manter Fachin como relator: Fachin, Mendonça, Fux e Cármen
Seguiram a questão de ordem de Gilmar Mendes contra manter Fachin como relator: Dino, Zanin e Moraes.