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Supremo Tribunal Federal consolida dupla punição para caixa 2: entenda o que muda

Políticos que praticarem ato poderão ser penalizados em duas instâncias; Corte concluiu julgamento na noite dessa sexta-feira (6)

Sede do STF | Foto: Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na sexta-feira (6), que a prática de caixa dois — uso de recursos não declarados em campanhas eleitorais — pode ser punida simultaneamente pela Justiça Eleitoral e pela Justiça comum. A decisão amplia o alcance das sanções e reforça o combate a irregularidades no financiamento eleitoral.

O entendimento foi firmado no julgamento do Tema 1260, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, em sessão realizada no plenário virtual, com adesão unânime dos dez ministros da Corte.

Dupla responsabilização é autorizada

Com a nova tese, o STF autoriza a responsabilização em duas esferas distintas, de forma independente, quando caracterizada a prática de caixa dois:

  • Esfera Criminal Eleitoral: voltada à apuração de fraude contra o processo democrático, especialmente por falsidade ideológica eleitoral;

  • Esfera Civil de Improbidade Administrativa: focada no dano à moralidade pública e ao patrimônio do Estado.

A principal mudança está no acúmulo de sanções, permitindo que o mesmo fato gere dois processos autônomos, com consequências jurídicas diferentes.

STF reforça combate a irregularidades eleitorais

Ao justificar o entendimento, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a atuação conjunta das instâncias não configura punição dupla indevida.

A independência de instâncias exige tratamentos sancionatórios diferenciados, afirmou o relator.

Segundo Moraes, a proteção da transparência eleitoral não exclui a necessidade de resguardar a probidade administrativa, razão pela qual as duas esferas podem atuar de forma paralela.

Limites para garantir segurança jurídica

Para evitar decisões contraditórias, o STF também estabeleceu um limite importante:
se a Justiça Eleitoral absolver o acusado, reconhecendo que o crime não existiu ou que o réu não participou do fato, essa decisão repercute positivamente sobre a ação de improbidade administrativa.

Caso contrário, as instâncias seguem de forma autônoma, permitindo a continuidade dos processos.

Decisão ocorre em ano eleitoral

A decisão do Supremo ocorre em ano eleitoral e é interpretada como um endurecimento do entendimento da Corte sobre irregularidades no financiamento de campanhas, ampliando os mecanismos de responsabilização de candidatos e agentes públicos.

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