- Comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado divergem sobre impacto do tarifaço de 25% dos EUA contra produtos brasileiros.
- Senadores defendem diálogo com os EUA e possibilidade de reverter a situação, enquanto deputados criticam política externa ideologizada.
- Presidente da Comissão da Câmara, Luiz Philippe, acusa governo de ter conduzido negociações de forma irresponsável.
- Presidente da Comissão do Senado, Nelsinho Trad, destaca que o conflito é questão de interesse nacional e exige responsabilidade e união.
As comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado vem adotando posicionamento contrários em relação ao tarifaço de Donald Trump de 25% aos produtos brasileiros.
De um lado, os senadores argumentam que o diálogo com os EUA é possível e que ainda há como reverter o quadro. Já os deputados enxergam o tarifaço como resultado do abandono do governo barsielrio que teria utilizado a pauta para conveniências ideológicas.
A informação foi divulgada pela colunista Basilia Rodrigues do SBT News.
“FORMA IRRESPONSÁVEL”
O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), afirmou que as negociações do Governo com os EUA foram feitas de “forma irresponsável”.
A imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros representa uma grave derrota diplomática e comercial para o Brasil. Não se trata de um fato inevitável, mas do resultado direto de uma política externa ideologizada, confrontacionista e incapaz de proteger os interesses concretos do setor produtivo nacional, disse.
Já o presidente da Comissão de mesmo nome do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), vê o conflito econômico de um outro ângulo:
Esse não é um tema para disputas ideológicas ou mesmo partidárias. É uma questão de interesse nacional que envolve nossa indústria, nosso trabalhador, e as famílias que dependem desses empregos. O Brasil é muito maior do que qualquer divergência política e esse momento exige a todos responsabilidade e união, ressaltou.