O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que acredita na possibilidade de acordos diplomáticos com Cuba e com o Irã para evitar ações militares norte-americanas contra os dois países.
Sobre Cuba, Trump disse que seu governo já iniciou conversas com integrantes do alto escalão cubano e demonstrou otimismo quanto a um entendimento. Segundo ele, a ilha enfrenta uma crise prolongada e pode buscar um acordo para evitar um agravamento da situação. Nos últimos meses, os EUA intensificaram a pressão econômica, incluindo a assinatura de uma ordem executiva que impõe tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba. A medida afetou diretamente o México, principal fornecedor da ilha após a suspensão das exportações venezuelanas. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, alertou para o risco de crise humanitária, algo que Trump disse acreditar ser evitável por meio de negociação.
Em relação ao Irã, o presidente norte-americano afirmou que as conversas em andamento podem levar a uma solução diplomática, embora não tenha descartado uma resposta militar. A declaração ocorre após o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirmar que um ataque dos EUA poderia desencadear um conflito regional. Segundo a imprensa norte-americana, países como Catar, Turquia e Egito tentam intermediar um encontro entre representantes de Washington e Teerã.
Apesar do discurso de diálogo, os EUA seguem reforçando sua presença militar. De acordo com a Reuters, autoridades militares dos Estados Unidos e de Israel se reuniram recentemente para discutir possíveis cenários envolvendo o Irã, e Trump mencionou o envio de embarcações militares para a região.
O principal impasse entre os dois países gira em torno do acordo de não proliferação nuclear. Washington exige que o Irã encerre o enriquecimento de urânio, enquanto Teerã afirma que o programa tem fins civis. O acordo original havia sido firmado durante o governo de Barack Obama, mas foi abandonado por Trump em 2018, sob a alegação de que o Irã financiava grupos terroristas.