- O presidente Donald Trump indicou Daniel Perez como novo embaixador dos EUA no Brasil.
- Perez, de 38 anos, é atualmente presidente da Câmara dos Deputados da Flórida e precisa ser aprovado pelo Senado dos EUA.
- O cargo está vago desde janeiro de 2025, quando o ex-presidente Joe Biden indicou Elizabeth Bagley para o posto.
- Perez precisará passar pela aprovação do Senado antes de assumir a embaixada americana em Brasília.
A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação de Daniel Perez, de 38 anos, para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O político republicano, que atualmente preside a Câmara dos Deputados da Flórida, foi escolhido pelo presidente Donald Trump e ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado dos EUA. Caso seja confirmado, ele assumirá um posto que está sem titular desde janeiro de 2025. Filho de imigrantes cubanos, Daniel Perez nasceu em Nova York e se mudou para a Flórida com a família em 1993, ainda na infância. Integrante do Partido Republicano, o mesmo de Trump, ele é considerado um aliado político do presidente americano e tem apoiado pautas defendidas pelo governo. Desde 2024, Perez ocupa a presidência da Câmara da Flórida. No ano passado, chegou a ser cotado para disputar o cargo de procurador-geral do estado, mas optou por permanecer no comando do Legislativo estadual. Se aprovado pelo Senado, Perez será o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada durante o governo do ex-presidente Joe Biden. O cargo está vago desde janeiro deste ano, quando Trump voltou à Casa Branca. Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Na semana passada, o governo dos EUA anunciou que ele será substituído por Natasha Franceschi a partir de julho. A indicação de Perez ocorre em meio a um período de atritos políticos com o governador da Flórida, Ron DeSantis. Nas últimas semanas, o presidente da Câmara estadual bloqueou o avanço de propostas apoiadas pelo governador, incluindo projetos relacionados à flexibilização das exigências de vacinação em escolas públicas e mudanças envolvendo empresas de inteligência artificial. As divergências também alcançaram as negociações do orçamento estadual. Em maio, por exemplo, a Câmara da Flórida deixou de aprovar recursos destinados a programas defendidos por Casey DeSantis, esposa do governador. Durante um evento realizado em maio, DeSantis criticou publicamente a atuação de Perez e afirmou que algumas decisões adotadas pela Câmara contrariavam o que os eleitores esperavam dos representantes republicanos. “Quando você tem pessoas que foram eleitas nas nossas costas, como o presidente da Câmara, e elas assumem o cargo e fazem o oposto do que os eleitores esperavam que fizéssemos, vou apontar isso”, declarou o governador, segundo o jornal Miami Herald. Na sequência, DeSantis reforçou as críticas ao aliado de partido. “Vou deixar as pessoas saberem que é isso que ele está fazendo”, afirmou. A indicação de Daniel Perez representa mais um movimento de Trump para preencher cargos estratégicos da diplomacia americana. Agora, o nome do republicano será analisado pelo Senado dos Estados Unidos, responsável por aprovar ou rejeitar a nomeação. Se receber aval dos senadores, Perez passará a representar oficialmente os interesses dos Estados Unidos no Brasil, assumindo a chefia da embaixada americana em Brasília após mais de um ano sem um embaixador nomeado para o posto.Quem é Daniel Perez?
Embaixada está sem titular desde 2025
Embate político com Ron DeSantis
Críticas do governador
Próximo passo é a aprovação no Senado