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TSE manda retirar vídeo de IA que associa Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça apontou indícios de deepfake e deu 24 horas para remoção do conteúdo após a intimação

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  • TSE determina remoção de vídeo com inteligência artificial associando Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.
  • Ministro André Mendonça estabelece prazo de 24 horas para remoção da publicação.
  • Meta é obrigada a fornecer dados sobre perfil Brasil Sátira do Poder e informações técnicas da publicação.
  • Vakinha é acionada para informar criador e beneficiário da campanha do perfil satírico.
  • Decisão considera uso de deepfake e proíbe divulgação do vídeo em outros canais.
TSE determinou a retirada de vídeo produzido com inteligência artificial que associa Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que associa o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão é do ministro André Mendonça, que estabeleceu prazo de 24 horas, após a intimação, para a remoção da publicação.

A determinação vale para o responsável pelo perfil que publicou o material e para a Meta, empresa responsável pelas plataformas onde o conteúdo foi divulgado. A publicação foi feita em 14 de agosto pela conta Brasil Sátira do Poder, cujo responsável ainda não foi identificado civilmente.

Além da remoção, Mendonça proibiu o administrador de voltar a divulgar o mesmo vídeo, inclusive por meio de compartilhamentos, reproduções ou impulsionamentos em outros perfis, sites e redes sociais sob seu controle.

Vídeo utiliza imagens geradas por IA

O material utiliza imagens sintéticas de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e os coloca em situações que, segundo a decisão, não aconteceram. Em uma das cenas, os dois aparecem abraçados. Em outras, o candidato é relacionado a situações envolvendo dinheiro.

Mendonça apontou indícios de uso de deepfake. Segundo a avaliação do ministro, a reprodução fotorrealista da imagem de Flávio Bolsonaro pode dar aparência de autenticidade a acontecimentos que não ocorreram.

Na decisão, o ministro também considerou que classificar o conteúdo como sátira não afasta a aplicação das regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial.

Meta deverá fornecer dados sobre perfil

A decisão determina ainda medidas para identificar o responsável pela conta Brasil Sátira do Poder. A Meta deverá fornecer os dados cadastrais disponíveis relacionados ao perfil e preservar registros de acesso, metadados e outras informações técnicas associadas à publicação.

A plataforma de financiamento coletivo Vakinha também foi acionada no processo. A empresa deverá informar quem criou e quem é o beneficiário da campanha "Ajude a manter vivo o canal Brasil Sátira do Poder".

Mendonça, porém, não autorizou o fornecimento de dados que identifiquem os doadores nem de informações sobre a movimentação financeira da campanha. A medida ficou limitada aos dados considerados necessários para auxiliar na identificação dos responsáveis pelo perfil e pela arrecadação.

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