O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. A internação ocorreu na sexta-feira (13), depois que ele apresentou vômitos e falta de ar durante a noite, segundo informações da equipe médica. Desde que foi preso preventivamente, em novembro de 2025, Bolsonaro acumula uma sequência de atendimentos médicos e internações hospitalares.
De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, o quadro atual é considerado grave e o ex-presidente deve permanecer internado por pelo menos uma semana. A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.
Nova internação
Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar sintomas durante a madrugada, o que levou ao atendimento emergencial e à realização de exames laboratoriais e de imagem.
Os exames confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, doença que afeta os pulmões e pode provocar complicações respiratórias.
Mesmo internado, o ex-presidente segue sob custódia policial, com escolta permanente no hospital.
Atendimentos médicos na prisão
Relatórios do complexo penitenciário conhecido como “Papudinha”, onde Bolsonaro está detido, apontam que o ex-presidente recebeu 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias.
Segundo os registros, a maioria dos atendimentos foi motivada por problemas gastrointestinais, como refluxo, dores abdominais e desconfortos relacionados ao sistema digestivo.
Essas ocorrências médicas têm sido frequentes desde o início do período de custódia.
Internações anteriores
Antes da prisão preventiva, Bolsonaro também havia sido internado no Hospital DF Star, em setembro, após apresentar crise de soluços, vômitos e queda de pressão arterial.
No Natal de 2025, o ex-presidente precisou passar por uma cirurgia de emergência para correção de alças intestinais, recebendo alta hospitalar no dia 1º de janeiro deste ano.
Poucos dias depois, em 6 de janeiro, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro voltou a ser internado após passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Histórico de saúde
Desde o atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por diversas cirurgias e internações relacionadas a complicações intestinais e aderências abdominais.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, relacionada à condenação por participação em uma trama golpista.
Defesa pede prisão domiciliar
Diante do histórico de problemas de saúde, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir a transferência para prisão domiciliar.
O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente, afirmou que o quadro clínico exige cuidados especiais.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional”, afirmou.
Mesmo com a autorização para a internação hospitalar, o STF determinou restrições, como a proibição de uso de celulares, computadores ou qualquer equipamento eletrônico, além de visitas sem autorização prévia da Justiça.