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Veja o histórico de internações de Bolsonaro desde a prisão preventiva

Ex-presidente está internado na UTI em Brasília após novo problema de saúde

O ex-presidente Jair Bolsonaro após exames em 16 de agosto de 2025. | Foto: Evaristo Sá/AFP
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. A internação ocorreu na sexta-feira (13), depois que ele apresentou vômitos e falta de ar durante a noite, segundo informações da equipe médica. Desde que foi preso preventivamente, em novembro de 2025, Bolsonaro acumula uma sequência de atendimentos médicos e internações hospitalares.

De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, o quadro atual é considerado grave e o ex-presidente deve permanecer internado por pelo menos uma semana. A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.

Nova internação

Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar sintomas durante a madrugada, o que levou ao atendimento emergencial e à realização de exames laboratoriais e de imagem.

Os exames confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, doença que afeta os pulmões e pode provocar complicações respiratórias.

Mesmo internado, o ex-presidente segue sob custódia policial, com escolta permanente no hospital.

Atendimentos médicos na prisão

Relatórios do complexo penitenciário conhecido como “Papudinha”, onde Bolsonaro está detido, apontam que o ex-presidente recebeu 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias.

Segundo os registros, a maioria dos atendimentos foi motivada por problemas gastrointestinais, como refluxo, dores abdominais e desconfortos relacionados ao sistema digestivo.

Essas ocorrências médicas têm sido frequentes desde o início do período de custódia.

Internações anteriores

Antes da prisão preventiva, Bolsonaro também havia sido internado no Hospital DF Star, em setembro, após apresentar crise de soluços, vômitos e queda de pressão arterial.

No Natal de 2025, o ex-presidente precisou passar por uma cirurgia de emergência para correção de alças intestinais, recebendo alta hospitalar no dia 1º de janeiro deste ano.

Poucos dias depois, em 6 de janeiro, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro voltou a ser internado após passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

Histórico de saúde

Desde o atentado sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por diversas cirurgias e internações relacionadas a complicações intestinais e aderências abdominais.

Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, relacionada à condenação por participação em uma trama golpista.

Defesa pede prisão domiciliar

Diante do histórico de problemas de saúde, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir a transferência para prisão domiciliar.

O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente, afirmou que o quadro clínico exige cuidados especiais.

“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional”, afirmou.

Mesmo com a autorização para a internação hospitalar, o STF determinou restrições, como a proibição de uso de celulares, computadores ou qualquer equipamento eletrônico, além de visitas sem autorização prévia da Justiça.

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