Com a aproximação das eleições de 2026, cerca de 20 ministros devem deixar o governo do presidente Lula para concorrer a vagas nos governos estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Com isso, a tendência é que as pastas sejam agora lideradas por secretários-executivos de forma interina.
A legislação eleitoral determina que agentes públicos que irão disputar cargos distintos daqueles que ocupam atualmente precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito.
LISTA DE QUEM DEIXA O GOVERNO
NÍVEL ESTADUAL
Ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), vai concorrer à reeleição ao governo de Alagoas;
ELEIÇÕES SENADO
- O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), deve disputar uma vaga no Senado pela Bahia.
- Titular de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), poderá concorrer também, assim como Waldez Goés (PDT-AP), da Integração e do Desenvolvimento Regional.
- A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), é cotada para disputar o Senado por São Paulo;
- Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, é outro nome ventilado para o Senado por São Paulo;
- Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Pecuária, e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, devem tentar a reeleição
E NA CÂMARA?
Já na Câmara dos Deputados, o principal nome cotado é o da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que irá disputar as eleições pela casa.
Quem também entra na disputa são: ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD-PE), e o titular do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP). Wolney Queiroz (PDT-PE), da Previdência Social, tenta retornar à Câmara após seis mandatos consecutivos.
A lista não para por aí porque Filho (MDB-PA), das Cidades; Anielle Franco (PT-RJ), da Igualdade Racial; Macaé Evaristo (PT-MG), dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Sônia Guajajara (PSol-SP), dos Povos Indígenas também se preparam para um possível eleição.
Um outro nome ainda não confirmado é o da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que pode se filiar ao PT para disputar uma vaga pela Bahia.
QUEM DEVE SAIR, MAS NÃO DISPUTA AS ELEIÇÕES:
Sem qualquer intenção de disputar as eleições de 2026, alguns ministros devem sair do governo mesmo assim.
É o caso do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Ele será o coordenador da campanha de marketing de Lula nas eleições.
Quem já saiu do governo também foi o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
Ainda é incerto se o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, irá ou não disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo estado. Além dele, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), ainda não definiu uma possível reeleição.