O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou, nesta sexta-feira (10), do Encontro FNAS pelo Brasil 2026 – Etapa Piauí, em Teresina. Durante o evento, ele apresentou diretrizes para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e detalhou a atuação do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) no estado.
A iniciativa integra o programa ExecutaSUAS e tem como foco aprimorar a gestão financeira da assistência social no país, por meio da articulação entre União, estados e municípios. Segundo o ministro, o modelo de financiamento “fundo a fundo” é essencial para garantir o funcionamento da rede de proteção social.
O que está em discussão?
Durante a fala, Wellington Dias enfatizou a necessidade de ampliar investimentos e valorizar os trabalhadores do setor, responsáveis por atender milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
“A ideia é fortalecer cada vez mais o Sistema Único de Assistência Social, que funciona em um modelo tripartite, com União, estados e municípios, integrado também às entidades. O que buscamos é a valorização dos profissionais que atuam em uma rede que atende cerca de 94 milhões de brasileiros”, disse.
O ministro também destacou a complexidade da rede de assistência, que abrange desde a proteção social básica até serviços de média e alta complexidade, incluindo atendimento a migrantes, pessoas em situação de rua, crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Ele ainda mencionou a articulação política em andamento no Congresso Nacional para garantir maior previsibilidade orçamentária ao setor.
“O Congresso discute mecanismos para assegurar recursos não contingenciados, como já ocorre na saúde e na educação, garantindo financiamento contínuo para toda essa rede”, explicou.
impacto no Piauí
Ao abordar os investimentos destinados ao estado, Wellington Dias informou que os repasses federais somam bilhões de reais, contemplando programas sociais e ações de combate à vulnerabilidade.
“Devemos estar repassando para o Piauí algo em torno de R$ 5,6 bilhões, considerando benefícios como o Bolsa Família e outros programas integrados. É um recurso que chega diretamente às famílias e também contribui para ações de inclusão produtiva”, destacou.
Segundo ele, além da transferência de renda, a política de assistência social busca promover a reintegração dessas pessoas ao mercado de trabalho, incentivando o empreendedorismo, o cooperativismo e a qualificação profissional.
O encontro reuniu gestores e profissionais da área para troca de experiências e alinhamento de estratégias, com foco na ampliação da eficiência das políticas públicas de assistência social no estado e no país.