Uma lista, 22 nomes, destes 20 mortos. Uma guerra que tem como cenário o Parque Lagoas do Norte. Quando a lista de marcados para morrer foi divulgada em uma rede social, ninguém acreditou. Falaram em ficção e exagero da imprensa.
Nove meses depois, de um total de 22 nomes divulgados apenas 2 estão vivos, porém fugiram. As vítimas tinham entre 16 e 25 anos, e foram executadas a tiros.
“Isso aconteceu de julho do ano passado para cá, o principal chefe do tráfico da região foi executado e a partir daí uma lista de marcados para morrer foi divulgada, aos poucos elas foram executadas”, disse Washington Bonfim, secretário de planejamento de Teresina.
Tudo começou após a morte de um jovem apontado como líder do tráfico de drogas da região, conhecido como 'Vitinho da Betel'. A violência no Parque vem afastando a população do local que é considerado o novo cartão postal de Teresina. Em plana luz do dia, jovens consumido drogas nas praças do Parque é uma cena comum de se ver.
Ele não temem a polícia e usam droga em frente ao 9º Batalhão da Polícia Militar.
“Hoje infelizmente pela legislação só se faz a prisão do traficante, como eles são usuários utilizamos as motocicletas e recolhemos eles dos locais”, disse Coronel Vicente Carlos, que atua no 9º BPM.
O caso de homicídios no local é tão grave que já chamou atenção do Banco Mundial, financiador da obra me parceria com a prefeitura de Teresina. Nos próximos investimentos na área irão constar ações para diminuir a violência.
“Nós temos uma série de ações que estão acontecendo de forma integrada, a primeira delas é a parceria com o 9º BPM que fica na área e está dentro do próprio projeto e atividades apoiando a prestação de serviço e temos também uma parceria com a UESPI que capacita jovens da juventude na área de informática”, disse Washington Bonfim.