Durante o sono profundo, a pressão arterial sofre uma queda natural entre 10% e 20%, fenômeno considerado altamente protetor para o sistema cardiovascular. Essa redução permite que o coração e os vasos sanguíneos descansem após o esforço acumulado ao longo do dia.
Quando essa queda noturna acontece de forma adequada, o organismo consegue reduzir o estresse sobre as artérias e melhorar o funcionamento da circulação sanguínea. Esse processo ajuda a prevenir o desgaste precoce do sistema cardiovascular.
Por outro lado, quando o sono é curto, fragmentado ou superficial, essa redução não acontece como deveria. A pressão permanece elevada durante a noite e o corpo continua funcionando em estado de alerta, mesmo em repouso.
Esse padrão repetido por meses ou anos favorece o surgimento da hipertensão e aumenta o risco de complicações como infarto, AVC e insuficiência cardíaca.