A relação entre sono insuficiente e pressão alta já é respaldada por evidências científicas consistentes. Uma revisão sistemática com metanálise publicada na revista PLOS ONE analisou mais de 1 milhão de pessoas sem histórico prévio de hipertensão acompanhadas por até 18 anos.
Os resultados mostraram que dormir menos de 7 horas por noite aumentou em 7% o risco de desenvolver hipertensão. Entre aqueles que dormiam menos de 5 horas, esse risco subiu para 11%, demonstrando que a privação de sono tem efeito direto sobre a saúde cardiovascular.
A pesquisa também apontou que as mulheres apresentaram maior vulnerabilidade a esse impacto, o que reforça a necessidade de atenção individualizada aos hábitos de sono e aos fatores de risco relacionados à pressão arterial.
Esses dados mostram que dormir bem não deve ser visto como luxo ou apenas conforto, mas como uma estratégia real de prevenção cardiovascular e controle da saúde a longo prazo.