Uma revisão sistemática publicada neste ano analisou 50 estudos envolvendo mais de 41 mil participantes e concluiu que a dieta cetogênica pode representar uma estratégia complementar promissora para aliviar sintomas depressivos, especialmente quando há confirmação do estado de cetose.
No entanto, os pesquisadores ressaltam que os trabalhos apresentam limitações importantes, como diferentes protocolos alimentares utilizados, períodos curtos de acompanhamento e a possibilidade de que parte dos benefícios esteja associada à perda de peso e a mudanças gerais no estilo de vida.
No caso dos transtornos de ansiedade, os resultados não demonstraram benefícios significativos.
Já pesquisas envolvendo pessoas com transtorno bipolar e esquizofrenia têm apresentado resultados positivos. Um estudo-piloto realizado em 2025 observou melhora em parâmetros metabólicos, como redução do peso corporal e da pressão arterial, além de indícios de melhora no humor, nos níveis de energia, na ansiedade e na impulsividade.
Outro trabalho, conduzido por pesquisadores norte-americanos, identificou melhora dos sintomas psiquiátricos e metabólicos em pacientes acompanhados durante quatro meses. Apesar disso, os especialistas destacam que as amostras avaliadas ainda são pequenas e que diversos estudos não contam com grupos de comparação adequados.
Em julho deste ano, foi publicado o primeiro estudo randomizado envolvendo pacientes com transtornos do espectro da esquizofrenia e transtorno bipolar tipo I. Os participantes apresentaram melhora no controle da glicose, redução da resistência à insulina e sinais positivos relacionados à atenção, memória e alguns sintomas psiquiátricos. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que são necessários estudos maiores para confirmar os resultados.