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Hábitos cotidianos na cozinha podem aumentar o risco de infecções alimentares sem que muitas pessoas percebam. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado no periódico científico Food and Humanity, identificou 11 erros frequentes no manuseio de alimentos que favorecem a contaminação por micro-organismos.
A pesquisa analisou respostas de cerca de 5 mil pessoas de todo o país por meio de um questionário online sobre práticas de compra, armazenamento e manipulação de alimentos.
Entre os achados, os pesquisadores observaram que apenas 38% dos participantes higienizam corretamente os vegetais, 17% consomem ovos crus ou malcozidos e 11,2% demoram mais de duas horas para guardar sobras de comida após o preparo.
Esses comportamentos aumentam o risco das chamadas doenças transmitidas por alimentos (DTAs), que afetam cerca de 600 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os sintomas mais comuns estão vômitos, diarreia, náuseas, dor abdominal e desidratação.
Os principais agentes dessas infecções são bactérias como Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella.