A revisão analisou pesquisas publicadas entre 1980 e janeiro de 2026. Os resultados apontaram redução da atividade cerebral de baixa frequência durante o sono não REM (NREM), especialmente das ondas lentas, associadas ao sono profundo.
Ao mesmo tempo, alguns estudos identificaram aumento de frequências cerebrais mais rápidas. Esse conjunto de alterações sugere que a cafeína pode deixar o sono fisiologicamente menos profundo, mesmo quando a pessoa consegue adormecer normalmente.
A neurologista pediátrica e médica do sono Letícia Soster, responsável pelo serviço de sono infantil do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que a redução das ondas lentas não significa que o cérebro permaneça acordado. A mudança indica que o sono profundo pode apresentar menor intensidade.
Essas alterações também não significam que todas as pessoas terão a mesma percepção ao acordar. A duração do descanso e a sensação subjetiva de recuperação podem não corresponder exatamente às mudanças identificadas nos exames cerebrais.