Em parte dos pacientes, o acúmulo de gordura nas células do fígado provoca uma inflamação crônica, caracterizando a MASH. Sem diagnóstico e acompanhamento adequados, o processo inflamatório pode causar fibrose, que corresponde à formação de cicatrizes no tecido hepático. A fibrose pode avançar gradualmente até chegar à cirrose, estágio em que há comprometimento importante da estrutura do fígado. Nos quadros mais graves, também existe risco aumentado de câncer hepático e necessidade de transplante.
Segundo a especialista, cerca de 20% a 25% das pessoas com esteatose hepática podem evoluir para a forma inflamatória da doença. Apesar dos riscos, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem ajudar a interromper a progressão e, em determinadas fases, reverter parte das alterações.