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Quando a música também cuida: como a musicoterapia pode contribuir para a saúde mental - Profissional conta

Em meio às discussões do Setembro Amarelo, especialista explica como a música pode ser utilizada de forma terapêutica no cuidado com a saúde mental - Profissional conta

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A música pode despertar lembranças, provocar emoções, trazer conforto e até ajudar alguém a encontrar uma forma de expressar aquilo que não consegue colocar em palavras. Mas, quando utilizada com acompanhamento profissional e objetivos terapêuticos, ela pode ir além do entretenimento: pode se tornar uma ferramenta de cuidado em saúde.

É nesse campo que atua o musicoterapeuta Naor, profissional que encontrou na música uma maneira de unir duas paixões: o instrumento que o acompanha desde a infância e o desejo de ajudar outras pessoas.

A história dele com a música começou ainda na infância. Aos cinco ou seis anos, influenciado pela família de músicos, começou a tocar violão. O contato com o instrumento se transformou rapidamente em profissão. Aos 13 anos, já dava aulas e, pouco depois, começou a tocar profissionalmente e viajar com o irmão.

A formação superior em música veio mais tarde, em 2017, no Espírito Santo. Inicialmente, Naor tinha o objetivo de se tornar concertista. A mudança de trajetória aconteceu durante a faculdade, quando teve contato com uma disciplina de introdução à musicoterapia.

“Eu disse: eu mudei o foco. Eu não quero mais ser concertista, eu quero ser isso aqui”, conta.

A partir daí, buscou especializações na área e passou a trabalhar com a música não apenas como manifestação artística, mas como recurso terapêutico.

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