A resistência a insulina prejudica até 70% das mulheres com SOMP. Ela é o hormônio responsável por ajudar a glicose a entrar nas células para ser usada como energia na SOMP, nesse caso ela se torna uma espécie de chave para abrir as células para a entrada de energia. No entanto, devido a resistência a insulina os órgãos, tecidos e músculos deixam de receber a ação desse hormônio, fazendo o pâncreas se esforçar mais ainda para produzi-lo.
“É como se fosse uma gasolina de má qualidade: gasta-se mais gasolina para o carro andar. Quando falamos em resistência insulínica, também falamos em hiperinsulinemia compensatória. É preciso ter mais insulina [no organismo] para que ela aja como deve ser”, exemplifica Poli Mara Spritzer, subcoordenadora do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
O excesso de hormônios no corpo ativa os mecanismos que geram testosterona, pois os ovários não são resistentes á insulina. Isso acaba piorando a SOMP e favorecendo diabetes tipo 2.