É importante ressaltar que quem tem a síndrome tem mais chances de desenvolver diabetes, mas não significa que em todos os casos ocorrerá.
“Nem todas as mulheres com a síndrome vão desenvolver diabetes. Elas têm um risco aumentado, mas nem todas desenvolvem, e nós devemos rastrear isso. Não só quando já há diabetes, mas também quando há pré-diabetes, que é ainda mais frequente”, alerta Spritzer.
O rastreamento deve ser realizado em intervalos de um a três anos, conforme o perfil clínico da paciente. Para mulheres com obesidade e histórico familiar de diabetes tipo 2, recomenda-se avaliação anual. Já aquelas que apresentam peso adequado, mantêm hábitos de vida saudáveis e não possuem antecedentes de alterações glicêmicas podem realizar o rastreamento a cada três anos.
A prevenção das complicações metabólicas baseia-se na adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada, rica em fibras e com baixo consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados, associada à prática regular de atividade física. Nos casos em que há diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes tipo 2, o tratamento medicamentoso pode ser indicado para auxiliar no controle glicêmico. Algumas medicações apresentam benefícios específicos para mulheres com SOMP, sendo fundamental que a escolha terapêutica seja realizada em conjunto com o médico, considerando as características e necessidades individuais de cada paciente.