O comércio global de animais exóticos é uma das principais ameaças à biodiversidade. No caso das tarântulas brasileiras, a facilidade de transporte e a alta demanda de colecionadores alimentam o mercado ilegal.
Pesquisadores destacam o uso do brown-boxing, método em que aranhas são enviadas ilegalmente em pequenas encomendas, sem identificação, para o exterior. Fora do país, esses animais passam a ser vendidos, especialmente na Europa e na América do Norte.
As diferenças nas leis entre países dificultam o combate ao tráfico: enquanto no Brasil a comercialização é proibida, em outros locais há menos restrições, o que favorece o comércio clandestino.