O título é autoexplicativo. Em Pernambuco, a repórter Fabiana Moraes denunciou o caso de práticas abusivas que estavam sendo realizadas pela Polícia Militar (PM) do Estado. A reportagem especial que tratou dos 80 anos do livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, denunciou abusos, inclusive sexuais, cometidos contra mulheres negras e periféricas do Estado. Em entrevista com o então secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, ele sugeriu que as mulheres têm fetiches sexuais por homens que exercem cargos de segurança pública, cujas funções necessitam de fardamento ou algum tipo de objeto de característica militar.
O caso, obviamente, ganhou repercussão e, após reunião com o então governador do Estado, Eduardo Campos, Damázio pediu exoneração do cargo. Toda a repercussão fez o delegado se retratar, por meio de carta pública, onde ele culpou a jornalista por publicar coisas que teriam sido faladas informalmente. Segundo Damázio, muitas vezes a entrevista foi interrompida. No início da reportagem, a jornalista informa que o conteúdo publicado foi registrado em gravador, mediante autorização do secretário.