Na Roma antiga, havia três formas principais de execução — todas com o objetivo de impedir a preservação da memória dos condenados: a exposição a feras nos circos, a fogueira e a crucificação. Esta última, amplamente usada pelo Império Romano, era destinada sobretudo a escravos, rebeldes e não cidadãos, como Jesus Cristo.
A crucificação era um método extremamente cruel e lento. O condenado era fixado à cruz — geralmente pelos pulsos — e permanecia suspenso por horas ou dias, sofrendo dores intensas, dificuldades respiratórias e exaustão. Muitas vezes, o corpo era deixado exposto, sendo consumido por animais, reforçando o caráter de humilhação pública.
Estudos modernos, como os do médico Frederick Thomas Zugibe, indicam que a morte poderia ocorrer por choque hemorrágico, causado pela perda extrema de sangue após torturas e pela própria crucificação. No caso de Jesus, alguns pesquisadores acreditam que a morte tenha ocorrido em poucas horas, devido à intensidade das agressões sofridas antes da execução.