Como os condenados à crucificação eram vistos como “escória” pelo Império Romano, as punições eram extremamente violentas. Antes da execução, era comum o uso do azorrague, um chicote com pontas metálicas e de osso capaz de rasgar a pele. No caso de Jesus Cristo, estudiosos indicam que ele pode ter recebido dezenas de golpes, provocando hemorragias intensas e graves danos físicos.
Pesquisas do médico Frederick Thomas Zugibe apontam que esse tipo de flagelação causava desmaios, tremores e lesões internas, agravando ainda mais o estado do condenado antes da crucificação.
Durante o trajeto até o local da execução, a violência continuava com espancamentos e humilhações. Relatos bíblicos mencionam ainda a coroa de espinhos, que, segundo estudos, pode ter sido feita de uma planta com espinhos capazes de causar dores intensas e sangramento significativo ao atingir nervos da cabeça.