Uma das possibilidades para reduzir o risco seria retirar as munições dos destroços antes que mais contaminantes sejam liberados. O procedimento, porém, envolve dificuldades técnicas e pode ter custos elevados.
Outra alternativa seria detonar os explosivos no próprio fundo do mar, mas a medida também pode provocar impactos ambientais. A explosão pode espalhar substâncias presentes nas munições pela água e pelo sedimento.
“Depende da área onde os destroços e as munições se encontram. As correntes marítimas e a morfologia do fundo do mar desempenham um papel fundamental. Em alguns casos, detoná-los pode causar mais danos do que benefícios.”
Por isso, pesquisadores estudam formas de identificar e remover munições de maneira mais controlada. Entre as possibilidades está o uso de robôs submarinos, capazes de mapear os destroços, localizar explosivos e acompanhar o avanço da deterioração das estruturas.
“Estamos tentando identificar as soluções mais suaves para o problema, pois infelizmente não há uma maneira fácil de resolvê-lo.”
Segundo Andresen, não é necessário retirar explosivos de todos os milhares de naufrágios existentes. O nível de risco varia de acordo com as condições de cada local.
Destroços total ou parcialmente cobertos por sedimentos tendem a apresentar menor possibilidade de liberar contaminantes no ambiente. Já estruturas expostas e em processo avançado de deterioração podem exigir maior atenção.
“Alguns destroços estão total ou parcialmente enterrados no fundo do mar. Quando cobertos por areia, o risco de poluição do mar circundante é significativamente menor. Trata-se de identificar onde a ameaça ambiental é maior e, em seguida, decidir se as munições presentes nos destroços devem ser removidas.”