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Justiça fixa indenização de R$ 810 mil para família de crianças mortas por envenenamento no MA

Sentença também mantém condenação de 66 anos de prisão contra ré por duplo homicídio e tentativa de homicídio em caso de envenenamento ocorrido em Imperatriz.

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  • Júri condena mulher a 66 anos por assassinato de duas crianças em Imperatriz.
  • Indenizações totais ultrapassam R$ 810 mil, incluindo R$ 648,4 mil aos pais das vítimas.
  • Ovo de Páscoa envenenado com chumbinho foi entregue por mototaxista em abril de 2025.
  • Crime teve motivação passional, com a acusada usando identidade falsa para cometer o ato.
  • Justiça reconhece duplo homicídio qualificado com uso de veneno e dissimulação.
Acusada de envenenar ovos de páscoa que mataram duas crianças é condenada em júri no MA | Foto: Reprodução
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A Justiça do Maranhão determinou o pagamento de mais de R$ 810 mil em indenizações por danos morais aos familiares de duas crianças que morreram após consumirem um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz, no sudoeste do estado.

A decisão integra a sentença que condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelos assassinatos de Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evellyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos. A ré também foi condenada por tentativa de homicídio contra a mãe das vítimas, Mirian Lira Rocha.

Indenizações

De acordo com a sentença, Mirian Lira Rocha deverá receber indenização equivalente a 100 salários mínimos, o que corresponde a cerca de R$ 162,1 mil. Ela também ingeriu o chocolate envenenado, ficou internada em estado grave e passou vários dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Já os pais das vítimas, Mirian Lira Rocha e Antônio Alves Barbosa Filho, terão direito, juntos, a uma indenização de 400 salários mínimos, totalizando aproximadamente R$ 648,4 mil.

(Foto: reprodução) 

Relembre o caso

O caso ocorreu em abril de 2025 e teve repercussão nacional. Segundo as investigações, o ovo de Páscoa estava contaminado com chumbinho, substância usada ilegalmente como veneno para ratos.

O chocolate foi entregue à família por um mototaxista e acompanhado de um bilhete com a mensagem: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.

Após o consumo, as duas crianças passaram mal e morreram. Mirian também ingeriu o produto, mas sobreviveu após atendimento médico.

Motivação

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime teve motivação passional. Jordélia seria ex-companheira do homem que mantinha relacionamento com Mirian na época dos fatos.

As investigações apontam que a acusada saiu de Santa Inês com destino a Imperatriz para executar o plano, tendo se hospedado em um hotel com identidade falsa e contratado um motoboy para realizar a entrega.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que houve duplo homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos. Também foi reconhecida a tentativa de homicídio contra Mirian pelos mesmos motivos.

A defesa alegou que a acusada apenas enviou o chocolate, sem participação na adulteração do produto, mas a versão foi rejeitada pela Justiça diante do conjunto de provas.

Com a condenação, Jordélia deverá cumprir pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

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