A mãe descreveu Mateus como uma pessoa inteligente, carinhosa, corajosa e dedicada à família. Segundo ela, o jovem era querido por onde passava e costumava poupar os familiares das notícias mais difíceis sobre a guerra.
“Ele era um menino fora da curva. Era muito inteligente, com uma inteligência excepcional, um amor excepcional e um carinho excepcional. Por onde ele passava, era querido. Eu só podia admirá-lo. Eu só admirava o meu filho. Não o impedi, porque ele era homem, e eu admirava a sua coragem. Eu admirava o fato de o meu filho, tão jovem, ter assumido essa missão. Esse era o meu conforto: admirar a coragem dele. Mas eu não tinha noção de que ele passaria por isso. Meu filho era um menino muito bom e muito corajoso. Ele abdicou do conforto, da família e dos planos para lutar por outro país. Eu esperava que ele voltasse”, declarou.
Diana afirmou que admirava a coragem do filho ao decidir deixar o Brasil para participar do conflito, mas não tinha conhecimento da dimensão dos riscos enfrentados por ele.
Nas conversas com a família, Mateus evitava relatar os momentos mais difíceis vividos na Ucrânia. Segundo a mãe, ele falava principalmente sobre assuntos cotidianos e sobre os planos para quando retornasse ao Brasil.