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ANPD abre investigação contra Discord após morte de adolescente transmitida na plataforma.

Agência vai apurar se empresa falhou na proteção de crianças e adolescentes e descumpriu regras previstas no ECA Digital

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  • A ANPD abriu investigação contra o Discord por possíveis falhas na proteção de crianças e adolescentes.
  • Investigação analisa se a plataforma cumpre as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital.
  • Caso de adolescente morta em julho levou à apuração de possíveis riscos em comunidades do Discord.
  • Governo federal cobrou mudanças no Discord e avalia medidas mais rígidas caso as exigências não sejam cumpridas.
  • ANPD busca verificar mecanismos de identificação e interrupção de conteúdos de risco em plataformas digitais.
O governo também avalia medidas mais rígidas caso a plataforma não cumpra as exigências previstas na legislação brasileira. | Foto: REPRODUÇÃO
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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu uma investigação contra o Discord para apurar possíveis falhas da plataforma na proteção de crianças e adolescentes. A medida ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos, onde o caso teria sido transmitido ao vivo dentro da plataforma.

A investigação foi determinada na sexta-feira (7) e também vai analisar se o Discord cumpre as novas regras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital).

 Plataforma será obrigada a prestar esclarecimentos

A ANPD pretende verificar quais mecanismos o Discord utiliza para impedir que crianças e adolescentes sejam expostos a conteúdos relacionados à automutilação, suicídio e outras situações de risco.

A agência também deverá analisar como a plataforma identifica e interrompe esse tipo de conteúdo e quais procedimentos são adotados quando há suspeitas de que menores estejam em situação de vulnerabilidade.

 Caso de adolescente chamou atenção das autoridades

A investigação está relacionada à morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida em julho. O episódio teria sido transmitido ao vivo em uma comunidade do Discord.

O caso levantou preocupações sobre a existência de grupos virtuais que podem expor crianças e adolescentes a conteúdos violentos ou incentivar comportamentos de risco.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também investiga o ocorrido. A apuração resultou na Operação Lívia, que contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 Governo cobra mudanças no Discord

Além da investigação da ANPD, o Discord passou a ser alvo de cobranças do governo federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniu com representantes da empresa para discutir medidas de proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de verificação de idade.

O governo também avalia medidas mais rígidas caso a plataforma não cumpra as exigências previstas na legislação brasileira.

Discord pode sofrer novas medidas

A apuração da ANPD ainda não significa que o Discord tenha sido considerado culpado por qualquer irregularidade. O objetivo inicial é reunir informações e verificar se houve descumprimento das normas de proteção de crianças e adolescentes.

Caso sejam identificadas violações, a plataforma poderá ser submetida às medidas previstas na legislação brasileira.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de menores e sobre a necessidade de mecanismos capazes de impedir que crianças e adolescentes sejam expostos a conteúdos potencialmente perigosos na internet.

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