SEÇÕES

Notícias do Dia

De segunda a sexta, das 7h às 9h, através da TV e Rádio Jornal, canal 20.1 e 90.3 FM, tudo o que você precisa saber em um só lugar, com apresentação da jornalista Cinthia Lages.

Lista de Colunas

“Problema crônico”, diz presidente da OAB-PI sobre transporte público de Teresina

A entidade ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência estrutural contra a Prefeitura de Teresina e STRANS.

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), Raimundo Júnior | Arquivo / Reprodução

Texto por Jéssica Machado.

“É um problema crônico que já passou do tempo”, disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), Raimundo Júnior, sobre o transporte público de Teresina, a após a entidade ingressar com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência estrutural contra a Prefeitura de Teresina e STRANS.

A declaração foi feita durante entrevista à apresentadora Cinthia Lages, do programa Notícias do Dia, na Rádio Jornal. Segundo o presidente, a ação solicita um pacote de medidas à Justiça e se baseia em um estudo do Tribunal de Contas de 2021 que aponta um quadro de omissão administrativa estrutural. O objetivo é garantir melhorias no sistema de transporte público da capital.

O próprio município reconhece que nós somos senão a pior, uma das piores. Isso é reconhecimento público por parte do município. E o município não resolve, não dialoga, não senta. Sempre apresenta uma desculpa, isso é pauta administrativa comum e recorrente. Do ano passado para cá, a gente observou que o sistema colapsou mais e, agora, com essa nova crise do combustível, a gente entendeu que era o momento da ordem agir.

O advogado pontuou que a situação é alarmante uma vez que a frota de ônibus foi reduzida de 500 para 200 veículos, e o número de passageiros caiu de 5,5 milhões para 2 milhões por mês. Conforme Raimundo Júnior, o transporte coletivo é um serviço essencial, que garante acesso à cidade, ao trabalho, à educação e à saúde.

Essa caotização do transporte coletivo, ela expulsou, de um lado, uma parcela do trabalhador, que se viu obrigado a buscar uma alternativa de transporte, e penalizou a outra, que não consegue sair, tem que usar mesmo com os atrasos, correndo risco de segurança, sem o conforto adequado, sem ter o ambiente necessário. E isso é política pública, sim. É serviço essencial.

Ação civil pública

A ação pede medidas como plano emergencial, auditorias, divulgação de dados e reforço na fiscalização, além da revisão de normas. Em caráter urgente, solicita que o município e a STRANS apresentem, em até 10 dias, um plano detalhado com informações sobre frota, linhas e horários, além de medidas para evitar redução da oferta.

Também pede que, em 15 dias, seja implementada uma rotina formal de medição do serviço, vinculando repasses públicos a critérios verificáveis, com divulgação semanal de dados.

Outras solicitações incluem:

  • Auditoria independente da bilhetagem em até 30 dias;
  • Abertura de procedimento para revisão do modelo de operação;
  • Relatório sobre a estrutura de fiscalização;
  • Suspensão da Portaria nº 30/2025 até comprovação técnica;
  • Realização de audiência de monitoramento em até 45 dias;
  • Aplicação de multa diária em caso de descumprimento.

Também prevê acompanhamento contínuo da Justiça para garantir a execução das mudanças e corrigir problemas históricos do sistema.

Essa ação serviu, e essa discussão, para que nós tivéssemos, eu achei que tivesse, a capacidade de desenvolver, nas instituições envolvidas, sejam privadas ou públicas, o desejo de resolver um problema, porque a gente não pode se orgulhar de dizer que nós temos o pior transporte coletivo do país.

VEJA A ENTREVISTA COMPLETA: 


*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
Tópicos
Carregue mais
Veja Também