Campos Neto manteve reuniões com Bolsonaro após autonomia do BC, revela jornal

Essas reuniões ocorreram em média uma vez a cada quatro dias antes da autonomia e uma vez a cada sete dias após a mudança

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Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Desde a autonomia do Banco Central em fevereiro de 2021, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, manteve uma proximidade com a gestão Jair Bolsonaro (PL), participando de reuniões frequentes com integrantes do governo anterior. Essas reuniões ocorreram em média uma vez a cada quatro dias antes da autonomia e uma vez a cada sete dias após a mudança, conforma informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.

LAÇO ESTREITO: A atuação de Campos Neto durante o mandato de Bolsonaro foi marcada por sua presença em eventos ligados ao ex-presidente, inclusive usando camisas com símbolos bolsonaristas e participando de grupos de WhatsApp com ministros de Bolsonaro. Essa proximidade causou controvérsias, principalmente devido à autonomia do BC, que visa garantir independência técnica e administrativa da instituição.

APOIO A GUEDES: Durante a pandemia, Campos Neto se envolveu em articulações políticas para apoiar as propostas de Paulo Guedes, então ministro da Economia, especialmente na PEC Emergencial. Ele também participou de reuniões com altos membros do governo e militares, demonstrando um alinhamento com a agenda de Bolsonaro.

BC NA GESTÃO LULA: No governo Lula, Campos Neto tem se reunido com ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos). Essa nova aproximação mostra uma mudança na direção de suas relações políticas, porém, ainda enfrenta desafios com paralisações de servidores do BC por questões salariais e redução do quadro de funcionários.

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