- Governo federal inicia reuniões com setores afetados pela tarifa de 25% dos EUA.
- Encontros coordenados pelo MDIC com participação de Alckmin e Durigan.
- Plano Brasil Soberano será ampliado para proteger empresas e empregos.
- Governo avalia que nova tarifa afetará 18% das exportações para os EUA.
- Medidas de apoio serão definidas para minimizar impactos da nova taxação.
O governo federal inicia nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que podem ser afetados pela tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio para minimizar os impactos da nova taxação.
As reuniões serão coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Devem participar dos encontros o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan.
Plano Brasil Soberano será ampliado
O governo informou que o Plano Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta às primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos, será ampliado para atender os setores atingidos pela nova medida. Na última semana, Dario Durigan afirmou que o governo já dispõe de mecanismos para reduzir os impactos da tarifa sobre empresas e empregos.
Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Portanto, com coordenação do ministro Márcio Elias Rosa, os setores afetados serão mais uma vez chamados ao diálogo e nós ampliaremos e reforçaremos o Plano Brasil Soberano, que dá apoio a quem foi injustamente afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, declarou.
Governo avalia impacto econômico
Apesar dos efeitos esperados sobre alguns segmentos da economia, Durigan afirmou que a medida adotada pelo governo do presidente Donald Trump não deve comprometer a atividade econômica brasileira como um todo. Segundo estimativas do governo federal, cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas pela nova tarifa de 25% aplicada sobre produtos do Brasil.