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Governo vai bloquear recursos de bets ilegais e destiná-los à segurança pública

Medida prevê congelamento de valores de plataformas irregulares e reforça ações contra o crime organizado

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  • Presidente Lula anuncia medida para bloquear recursos de empresas de apostas ilegais.
  • Operação Conto da Sorte investiga esquema bilionário de apostas ilegais em três estados.
  • Ministérios da Fazenda e da Justiça atuarão conjuntamente para identificar recursos ilegais.
  • Valores bloqueados poderão ser transferidos para Fundo Nacional de Segurança Pública.
  • Medida busca enfraquecer estruturas financeiras ligadas a atividades criminosas.
Site de apostas online | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (19) uma nova medida para bloquear recursos financeiros de empresas de apostas que operam de forma ilegal no país. Após o devido processo legal, os valores poderão ser destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

A iniciativa foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e confirmada posteriormente pelo presidente em publicação nas redes sociais.

O anúncio ocorre um dia após uma operação que investigou um esquema bilionário ligado a bets ilegais em três estados brasileiros.

Dinheiro apreendido na Operação Conto da Sorte, deflagrada em PE, em SP e no CE | Foto: MPRN/Divulgação 

Anúncio do governo

Ao comentar a medida, Lula afirmou que o objetivo é atingir financeiramente empresas que atuam à margem da regulamentação.

Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas.

Segundo Lula, os valores bloqueados poderão reforçar o combate ao crime organizado após a conclusão dos procedimentos legais.

Como funcionará o bloqueio

De acordo com Dario Durigan, os Ministérios da Fazenda e da Justiça atuarão conjuntamente para identificar recursos vinculados a plataformas de apostas consideradas irregulares.

Quando houver indícios de exploração ilegal da atividade, a Secretaria de Prêmios e Apostas poderá notificar instituições financeiras para bloquear preventivamente os valores relacionados à operação.

Após a medida, será instaurado um processo administrativo para apurar a situação e decidir sobre eventual confisco dos recursos.

Destino dos recursos

Se a irregularidade for confirmada ao fim do processo, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá recorrer à Justiça para solicitar o confisco dos valores e sua transferência ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Segundo o governo, a medida busca enfraquecer estruturas financeiras ligadas a atividades criminosas.

O governo afirma que o procedimento seguirá as regras do processo administrativo, assegurando o direito de defesa e de contestação dos investigados.

A medida, segundo o Ministério da Fazenda, não afetará os recursos pertencentes aos apostadores.

Operação investigou esquema bilionário

Na quinta-feira (18), a Operação Conto da Sorte cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Ceará e São Paulo.

A ação foi conduzida pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, com apoio da Receita Federal.

Segundo os investigadores, o esquema envolvia a exploração irregular de apostas de quota fixa e pode ter movimentado bilhões de reais. Os crimes apurados incluem lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa e infrações contra as relações de consumo.

A investigação teve origem em análises da Secretaria de Prêmios e Apostas após o credenciamento irregular de empresas por uma autarquia municipal criada em Bodó (RN). De acordo com a Receita Federal, algumas dessas plataformas continuaram operando sem autorização mesmo após o encerramento das atividades da entidade.

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