- Incêndio no prédio da UFPE afetou 200 teses e dissertações no Campus Recife.
- MEC prorrogará bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para pesquisadores prejudicados.
- Chamas destruíram equipamentos e materiais científicos em laboratórios de fármacos, informática e genética.
- Pesquisadores podem continuar estudos em outras instituições, incluindo no exterior, via PDSE.
- Corpo de Bombeiros combateu fogo com cinco viaturas; não houve feridos e prejuízos chegam a R$ 100 milhões.
Cerca de 200 teses e dissertações foram afetadas pelo incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus Recife, na noite de quarta-feira (7). Para reduzir os impactos sobre a formação acadêmica, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado dos pesquisadores prejudicados serão prorrogadas pelo período necessário para a continuidade dos estudos.
O incêndio atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que abrigava laboratórios e estruturas utilizadas em pesquisas nas áreas de fármacos, informática e genética. As chamas destruíram equipamentos e materiais científicos, comprometendo trabalhos que estavam em andamento.
Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, aproximadamente 200 pesquisas foram afetadas. A medida de prorrogação das bolsas busca oferecer mais tempo aos estudantes para reorganizar as atividades e dar continuidade aos projetos prejudicados pelo incidente.
Os pesquisadores também poderão continuar seus estudos em outras instituições, inclusive no exterior, por meio do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), conforme as possibilidades previstas para o programa.
O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas para combater o fogo. Não houve registro de feridos. De acordo com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, os prejuízos materiais incluem equipamentos de pesquisa avaliados em cerca de R$ 100 milhões.