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Calor extremo causa mais de 100 mortes em país europeu em um mês, diz governo

Ministra da Saúde afirma que altas temperaturas chegam mais cedo e elevam risco à saúde pública

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  • A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou que o país registrou 101 mortes associadas às altas temperaturas em maio.
  • O número é três vezes superior à média da última década e o maior já registrado para o mês de maio.
  • O Ministério da Saúde ativou o Plano de Calor, que visa reduzir riscos e proteger a população durante ondas de calor extremo.
  • A ministra alertou que o problema não se limita ao aumento das temperaturas, mas também à antecipação dos episódios de calor intenso.
Agência de meteorologia prevê um verão mais quente do que o normal no país | Foto: REUTERS/Claudia Greco
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A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou nesta quarta-feira (3) que o país registrou 101 mortes associadas às altas temperaturas apenas em maio. Segundo o governo, trata-se do maior número já registrado para o mês e três vezes superior à média da última década.

Diante do aumento dos casos, o Ministério da Saúde ativou o Plano de Calor, que está em vigor desde 16 de maio e tem como objetivo reduzir riscos e proteger a população durante ondas de calor extremo.

Durante apresentação do plano, a ministra alertou que o problema não se limita ao aumento das temperaturas, mas também à antecipação dos episódios de calor intenso.

O problema já não é apenas que esteja mais quente. O problema é que o calor chega cada vez mais cedo.

Segundo ela, essa mudança reduz o tempo de adaptação do organismo humano e aumenta a percepção equivocada de que o risco ainda não é elevado nos primeiros episódios.

Pessoas caminham em meio a onda de calor na Espanha | Foto: Vincent West/Reuters

Impacto crescente na saúde pública

Mónica García destacou que o calor extremo já é considerado uma ameaça à saúde pública. Entre 2015 e 2025, o sistema de monitoramento de mortalidade diária (MoMo) estima mais de 27.500 mortes atribuídas às altas temperaturas no país.

Somente no ano passado, foram registradas 3.832 mortes, o segundo pior resultado da série histórica.

A ministra também alertou que os primeiros episódios de calor extremo costumam ter impacto sanitário mais elevado.

Dados apresentados pelo governo indicam que o verão atual dura quase seis semanas a mais do que na década de 1980. Na última semana de maio, foram registradas temperaturas entre 10°C e 15°C acima da média para o período.

A Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) prevê um verão mais quente do que o normal em grande parte do país.

A questão não é apenas quanto calor fará, a questão é quando chegará, quanto tempo durará e quem estará mais exposto. E esse é, precisamente, o espírito deste Plano de Calor.

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